Do pepino
tiro com o descascador de legumes, umas tiras. Tempero essas tiras de
pepino com o tempero picante, acima dito. Paladar é Fino.
Pepino Resoluto. Pepino Picante.
Canapé de Manga Bourbon, com Anchova Caseira e uma Noz Pelada.
A anchova é sardinha salgada que compro no mercadão, lavo, lavo, tiro pele, toda espinha que posso, deixo marinando em óleo de canola. A manga Bourbom é manga de beira de estrada dessa ali pro lado dos Perna. Fui caminhar achei uma boa. Sei que tem pra vender. Mas sei onde encontrar-me com aquele menino que atirava pedra e subia em mangueira atrás de uma Bourbon. A Bourbon não tem fiapos. E tem um cheiro de infância que me arrepia. A Noz pelada é coisa recente. É um capricho. Um plus ultra. Isso deve ficar ainda mais chique com umas ovas, nem que seja aquelas alemãs, vermelhas ou pretas, mas a sardinha anchovada não comprometeu em nada. Um prosseco pra completar.
Canapé de Manga Haden com “Foie” de Frango e Castanha de Caju.
Entre um prato salgado
e outro, esse canapezinho vai bem, o docinho da manga, o amanteigado
do pate de figado de frango clique aqui e leia mais sobre foie de frango e o crocante das castanhas de caju, tudo
coberto com uma poeira de Curry, numa bocada. Toda a efeméride.
Bolha de sabão. Se não tem história, é o fim da história.
PERU FRITO. Peru do Hagar.
MUITO
CUIDADO, SE POR ACASO QUISER PERPETRAR ESSA AVENTURA.
CRIANÇAS
LONGE.
ALGO
COM QUE TIRAR O PERU DO ÓLEO FERVENTE. TEM QUE ESTAR LÁ ANTES. TIPO
UM ANZOL DE AÇOUGUE.
SE
POR ACASO A COISA FOR CAIR, CAIA FORA.
Chutney de Manga.
Cortei a manga em
cubos. Ralei gengibre. Piquei uma cebola roxa. Um dente de alho. Um
tiquinho de pimenta dedo de moça.
Numa panela de fundo
grosso, botei três colheres de açúcar, três de vinagre, a cebola,
o alho, a pimenta, uma casca de limão, o gengibre, três ou quatro
cravos, uma colher das de café de curry, um pitada de canela e
deixei cozinhado, eu não coloquei azeite, ou manteiga ou óleo, não
coloquei, juro. Então quando estava tudo cozido botei a manga em
cubinhos. Voilá.
O chutney é uma
conserva. Conserva agridoce. Assim que vai melhorando com o tempo. Bom é fazer agora para fazer uso no natal, com lombo de porco, com cordeiro, com peito de pato.
“Foie” de frango com caramelo de maçã verde.
Um
entretenimento, um jogo, uma brincadeira. Saborosa, diferente,
engenhosa, trabalhosa todavia simples como um caramelo.
Garnizé assado ou Galeto, quem sabe!!
Linguiças de Ribeirão.
Onde passo e vejo um
açougue, vou logo bisbilhotar, e por vezes trombo com boas
surpresas. Linguiça. Linguiça pura de porco. Havia um açougue lá
no Jardim Antônio Palloci, mas a úlitma vez que lá estive, tristeza
o seu José havia vendido o açougue para ir trabalhar em um
supermercado, e o atual açougueiro não segurou a peteca, e a
linguiça atual é desprezível
. Depois encontrei uma boa linguiça
de pernil, com ou sem pimenta, lá no J Sampaio, espero que continue
boa. Hoje tive outra dose de sorte e na Visconde de Taunay, outro
açougueiro dos bons a fazer uma linguiça excelente, que dependurada
vai curando às maravilhas, tem apimentada ou pouco apimentada.
Eu consumo como se
fosse salame, “crua”, com pão, alho, tomate e azeite. Mas hoje
experimentei na frigideira com tomate, cebola e alho. Um refogado bem
cremoso, começando pelo alho em azeite, depois cebola e por último
a linguiça que não precisa de muita cocção. Uma delicia. Não
exitaria em usá-la em pizza com cebola, como se fosse calabresa.
Moela, uma luta contra o cacófato, ao molho de tomates.
Eu li um livro no qual
a personagem principal era um amante de miúdos, especialmente, rim
de cordeiro, pelo olor a urina que desprendia no momento em que o
passava por manteiga numa frigideira quente. Tomava-os como desjejum.
Não alcanço tal refinamento, mas tenho uma queda por essas coisas,
na verdade para mim são a essência do bicho. Moela, é uma luta
contra o cacófato, antes de ser um miúdo de frangos, galinhas,
enfim aves em geral.
Nos dias de hoje o
miúdo cacófito, já vem limpinho. Dou umas três afogadas na moela,
em água fervente, escaldo, para livrá-las do excesso de cheiro de
galinheiro. Eu tive galinheiros e galinhas, assim que sei o cheiro.
Creio que depois disso consigo obter somente o cheiro da ave. Creio,
mas não tenho fé.
ARROZ COM FEIJÃO.
Arroz preto e feijão branco.
Lá pelos idos de 2000
ou antes um pouco, quanto?
não posso precisar e nem é preciso, como viver não é, mas
navegar, diz o poeta que sim, que sim, que é preciso, dai que os
descobrimentos não são de todo casuais. Claro o Pessoa era
nacionalista. Como dizia, conheci o Ferrero, pesquisador do IAC que
passado uns meses me apresentou o arroz preto, que o Instituto
desenvolvia, quer dizer, buscava sítios de aclimatação, para a
exoticidade chinesa. Comida de imperadores. Na e da época me
ficaram um sabor a castanhas, que Ferrero me influenciou a saber, por
mim quis acrescentar: pinhão, ele duvidou. Na verdade não é
preto, mas de um grená escurecido de uva merlot, quase preta
Lula recheada.
Lula recheada com lula
picada, pimentão vermelho, camarão cinza, cebola roxa e leite de
coco.
O recheio: passo os
camarões pelo azeite, quando estiverem vermelhos, os retiro e deixo
esfriar, para pelá-los. No mesmo azeite frito a cebola, o pimentão
e a lula. Somo o leite de coco, salpimento e deixo cozinhar até
reduzir completamente o líquido e boto junto os camarões fritos,
mal passados.
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