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Comida para ler. Ceviche de Bacalhau.



O Peru tem cultura de larga prática gastronômica no uso de coisas vindas do mar, entre outras, sem embargo da  imensa variedade de batatas. Tenho um amigo peruano aqui em Ribeirão, por sorte, que tem me dado uns toques interessantes.
Mas este ceviche ele não aprovou, em teoria, torceu o nariz, afinal a proposição é em cima do que lhe é mais caro de sua cultura culinária, ele é de Lima, à beira de largo oceano plantada, mas não fez cara de nauseado. Na teoria o bacalhau já está cozido pelo sal. Assim que a marinada em limão seria uma segunda cocção. Enfim. O que sei é que ficou fantástico, ligeiro, alegre, estimula toda a cavidade gustativa, muito menos nervoso que um picles, mas mesmo assim insinuante, pediu a todo momento um vinho verde quase gelado, que não não tive a capacidade de imaginá-lo de antemão,
 Casei-o com um espumante da Salton, brut, mas não consegui o efeito que, com certeza, teria conseguido com o vinho verde, que em tempos, nem tão, remotos, cederia passo ao Alvarinho, mas nem tudo foi tristeza, se o ceviche passeou com suas idiossincrasias, sabia tão bem, que nem dava muita coragem de engoli-lo ( não havia tanto para tantos comensais), idiossincrasias  nem tão alheias assim, as azeitonas azapas, as alcaparras, os pimentões sem peles, os tomates, as cebolas e os alhos sempre foram parceiros do bacalhau, o limão é que lhe deu esse gosto de Carmem Miranda, de choro Brejeiro.      

Lula recheada.




Lula recheada com lula picada, pimentão vermelho, camarão cinza, cebola roxa e leite de coco.
O recheio: passo os camarões pelo azeite, quando estiverem vermelhos, os retiro e deixo esfriar, para pelá-los. No mesmo azeite frito a cebola, o pimentão e a lula. Somo o leite de coco, salpimento e deixo cozinhar até reduzir completamente o líquido e boto junto os camarões fritos, mal passados.
 Viro a lula do avesso, pois assim quando vou fritá-la ela tende a fechar o orifício, impedindo que saia o recheio, normalmente, é costume fechar aquele orifício com palitos, ou costurar e assim virada do avesso, não faz essa falta, não carece. A ideia original era servir acompanhada com um xarope de shoyo com mel. Mas eu fui fazer algo e o último mel queimou e eu não quis substituir por açúcar. Esse recheio já testei com alho poró, camarão e vôngole, sem pimentão e sem leite de coco.